Flacidez
Pele ressecada no inverno: por que a flacidez piora no frio e como tratar

Quem vive no sul do Brasil conhece bem o inverno gaúcho: temperaturas que despencam, ar que resseca, vento frio que não poupa. Porto Alegre tem um dos invernos mais intensos do país — e a pele sente cada grau a menos de uma forma muito específica: fica mais seca, mais opaca, mais sensível, mais flácida.
Esse efeito não é coincidência nem exagero. O frio e o ar seco agem diretamente sobre a estrutura da pele, comprometendo a barreira cutânea, acelerando a perda de hidratação e criando condições que favorecem o agravamento da flacidez. E o pior: muita gente espera o verão para cuidar da pele — justamente quando o inverno seria a janela de oportunidade mais estratégica do ano.
Neste artigo, o Dr. Márcio Teixeira explica o que acontece com a pele no inverno gaúcho, por que a flacidez se intensifica com o frio e quais são os tratamentos mais indicados para essa estação — aproveitando exatamente o que o inverno tem de melhor para a dermatologia.
O que o frio gaúcho faz com a sua pele
O inverno compromete a pele por dois mecanismos principais que atuam simultaneamente: a queda da umidade do ar e a vasoconstrição provocada pelo frio.
A queda da umidade do ar
Em dias de inverno intenso, a umidade relativa do ar pode cair drasticamente — especialmente em Porto Alegre e outras cidades do RS, onde o vento norte e as massas de ar polar se alternam de forma abrupta. Quando o ar está seco, ele rouba a umidade de todas as superfícies que entra em contato — incluindo a pele.
A camada mais externa da pele, chamada estrato córneo, funciona como uma barreira de proteção que regula a perda de água para o ambiente. No frio e no ar seco, essa barreira fica sobrecarregada: perde água mais rápido do que consegue repor, resultando em pele ressecada, descamação, sensação de tensão e, nos casos mais intensos, vermelhidão e fissuras.
A vasoconstrição pelo frio
O frio provoca vasoconstrição — os vasos sanguíneos da pele se contraem para preservar calor corporal. O resultado é uma redução significativa no fluxo sanguíneo para a camada superficial da pele, o que compromete a entrega de nutrientes, oxigênio e fatores de crescimento que sustentam a renovação celular e a produção de colágeno.
Com menos circulação, a pele fica mais opaca, mais fina e com menor capacidade de se regenerar. Os fibroblastos — as células que produzem colágeno e elastina — funcionam com menos eficiência em temperaturas mais baixas. E o colágeno existente se torna mais rígido e menos elástico, o que contribui diretamente para o agravamento da flacidez.
O efeito combinado: ressecamento + flacidez
Quando a barreira cutânea está comprometida pelo ressecamento e a produção de colágeno está desacelerada pela vasoconstrição, a pele perde dois pilares fundamentais ao mesmo tempo: hidratação e estrutura. O resultado visível é aquela pele que parece mais fina, mais flácida e mais envelhecida no inverno — mesmo em pessoas que mantêm a mesma rotina de cuidados o ano todo.
"No inverno gaúcho, com suas variações térmicas intensas e ar seco, o efeito sobre a pele é especialmente acentuado. A pele perde hidratação mais rápido, o colágeno é menos produzido e a flacidez existente se torna mais aparente. Não é fatalismo — é biologia. E tem abordagem." — Dr. Márcio Teixeira
Por que a flacidez piora especificamente no inverno
A relação entre frio e flacidez vai além do ressecamento superficial. Existem mecanismos específicos que fazem com que a pele perca firmeza de forma mais acentuada durante o inverno:
• Redução da síntese de colágeno — os fibroblastos precisam de temperatura e circulação adequadas para trabalhar com eficiência. O frio e a vasoconstrição reduzem sua atividade, desacelerando a produção de colágeno novo — a proteína que sustenta a firmeza da pele.
• Rigidez das fibras existentes — o colágeno já presente na pele fica mais rígido no frio, perdendo flexibilidade e elasticidade. A pele que no verão tem uma firmeza natural pode apresentar flacidez mais visível no inverno simplesmente por essa alteração física das fibras.
• Perda de volume aparente — a desidratação profunda faz com que as células percam turgor — aquela "pressão" interna que dá aspecto de plenitude à pele. Sem turgor, o rosto parece mais vazio e a flacidez aparece mais pronunciada.
• Agravamento por banhos quentes — um hábito quase universal no inverno gaúcho — o banho longo e quente — remove a camada lipídica protetora da pele, agravando o ressecamento e comprometendo ainda mais a barreira cutânea. Esse ciclo de dano e ressecamento acelera o processo inflamatório de baixo grau que, cronicamente, degrada o colágeno.
Em pacientes que já tinham algum grau de flacidez, o inverno frequentemente é o momento em que elas percebem o problema de forma mais clara — não porque a flacidez piorou drasticamente, mas porque o frio remove a "máscara" hídrica que o verão coloca na pele.
O inverno como janela estratégica para tratamentos
Aqui está o paradoxo que poucos conhecem: o inverno, que é a estação que mais agride a pele, é também a estação mais favorável para os principais tratamentos dermatológicos.
Por quê? Porque muitos dos procedimentos mais eficazes para flacidez, ressecamento e envelhecimento exigem proteção solar rigorosa no pós-tratamento — e o inverno gaúcho, com sua incidência reduzida de UV e menor intensidade solar, cria as condições ideais para:
• Procedimentos fotossensibilizantes — peelings químicos, LIP (Luz Intensa Pulsada) e outros tratamentos que aumentam temporariamente a sensibilidade da pele ao sol têm menor risco de complicações e maior eficácia quando realizados no inverno.
• Protocolos de estimulação de colágeno — bioestimuladores, Liftera e radiofrequência podem ser feitos em qualquer época, mas o inverno é ideal porque o paciente está menos exposto ao sol durante a recuperação.
• Protocolos de hidratação profunda — Skinbooster e MMP são indicados o ano todo, mas o inverno potencializa sua indicação porque a demanda da pele por hidratação estrutural é maior.
• Tratamentos de manchas — peeling e LIP para manchas solares e melasma têm resultados superiores no inverno, quando o UV está mais fraco e o risco de reativação do pigmento tratado é menor.
Quem começa o tratamento no inverno chega ao verão com a pele estruturada, firme e preparada — não apenas tratada superficialmente, mas com colágeno novo e hidratação real.
Tratamentos indicados para pele ressecada e flácida no inverno
Bioestimuladores de Colágeno — Sculptra e Radiesse
O inverno é um momento particularmente estratégico para iniciar um protocolo com bioestimuladores. O Sculptra e o Radiesse estimulam a produção endógena de colágeno — exatamente o que o frio está inibindo. Ao contrapor o efeito do inverno sobre os fibroblastos com um estímulo intenso de neocolagênese, o resultado é uma pele que chega ao inverno seguinte com estrutura muito mais firme.
Além disso, os resultados dos bioestimuladores são progressivos — o colágeno produzido vai amadurecendo ao longo de meses. Quem começa no inverno já percebe a diferença na textura e na firmeza antes do verão chegar.
Skinbooster — hidratação que o frio rouba
O Skinbooster é o tratamento mais direto para repor a hidratação profunda que o ar seco do inverno retira. Ao injetar ácido hialurônico diretamente na derme, ele cria um reservatório hídrico interno que os cremes superficiais não conseguem construir — independentemente da quantidade aplicada.
Para quem enfrenta ressecamento intenso, sensação de tensão e perda de viço no inverno, o Skinbooster oferece uma hidratação imediata e progressiva que transforma a qualidade da pele nos meses seguintes. Pode ser aplicado no rosto, pescoço, colo e mãos — regiões que mais ressentem o ar frio e seco.
MMP com DNA de Salmão — regeneração celular no frio
O DNA de Salmão (PDRN) tem ação anti-inflamatória e bioestimuladora que é especialmente valiosa no inverno, quando o processo inflamatório de baixo grau causado pelo ressecamento crônico degrada o colágeno lentamente. O MMP com PDRN age nessa inflamação enquanto estimula ativamente a regeneração dos fibroblastos — uma combinação ideal para a estação.
O procedimento também melhora significativamente a barreira cutânea, aumentando a capacidade da pele de reter hidratação — o que significa que o resultado do tratamento é potencializado pelo próprio cuidado subsequente da pele.
Radiofrequência — firmeza progressiva no inverno
A radiofrequência aquece as camadas intermediárias da pele, contraindo as fibras de colágeno e estimulando a formação de novas. No contexto do inverno, ela funciona como um "aquecimento interno" da derme — compensando parte da rigidez e da redução de atividade dos fibroblastos causada pelo frio externo. É um complemento perfeito para bioestimuladores e Skinbooster em um protocolo de inverno completo.
Rotina de casa para o inverno gaúcho: o que mudar agora
Os procedimentos em consultório são o motor dos resultados — mas a rotina de casa no inverno precisa ser adaptada para não sabotar esse trabalho. O Dr. Márcio orienta seus pacientes com ajustes específicos para a estação:
• Trocar o hidratante por uma versão mais rica — no inverno, hidratantes com ceramidas, manteiga de karité e ácido hialurônico em formulações mais oclusivas são mais eficazes para reter a hidratação em um ambiente seco. Peles oleosas podem usar versões em gel-creme, sem abrir mão da hidratação.
• Aplicar o hidratante na pele úmida — logo após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida, o hidratante sela a água que acabou de ser absorvida. É um dos truques mais simples e mais eficazes para maximizar a hidratação no inverno.
• Evitar banhos quentes e prolongados — a água quente remove a camada lipídica protetora da pele e agrava o ressecamento. O ideal é reduzir a temperatura da água para morna e o tempo de banho para 5 a 10 minutos.
• Não abandonar o protetor solar — o UV não desaparece no inverno — apenas diminui de intensidade. O FPS diário continua sendo inegociável para proteger o colágeno e manter os resultados dos tratamentos.
• Adicionar um sérum com ácido hialurônico na rotina noturna — aplicado antes do hidratante, o ácido hialurônico tópico complementa a hidratação e potencializa os efeitos dos procedimentos em consultório.
• Umidificar o ambiente — um umidificador no quarto, especialmente à noite quando o aquecimento artificial resseca ainda mais o ar, ajuda a reduzir a perda de água transepidérmica durante o sono.
Perguntas frequentes sobre pele no inverno
A flacidez que aparece no inverno vai embora no verão?
Em parte. A desidratação da pele no inverno pode fazer a flacidez parecer mais pronunciada — e quando a hidratação é reposta, parte dessa aparência melhora. Mas a flacidez estrutural, causada pela perda real de colágeno, não reverte com o clima. Por isso, usar o inverno para tratar a causa — e não apenas esperar o verão — é a estratégia mais inteligente.
Posso fazer bioestimulador e Skinbooster na mesma consulta?
Depende do protocolo e da avaliação individual. Em alguns casos, o Dr. Márcio combina os dois na mesma sessão — o bioestimulador para estimular colágeno em camadas mais profundas e o Skinbooster para hidratação na derme superficial. Em outros, prefere espaçar as sessões para avaliar a resposta de cada tratamento. Só a avaliação presencial define o melhor plano.
Quanto tempo leva para ver o resultado dos tratamentos de inverno?
O Skinbooster mostra resultados em hidratação e luminosidade já na primeira semana após a sessão. Os bioestimuladores têm resultado progressivo — a melhora de firmeza e contorno aparece de forma gradual ao longo de 2 a 4 meses. Quem começa os tratamentos em maio ou junho percebe resultados expressivos a partir de julho e agosto.
Minha pele é oleosa — também resseca no inverno gaúcho?
Sim. Pele oleosa e pele desidratada são condições distintas. A oleosidade é produzida pelas glândulas sebáceas — e no inverno, algumas pessoas com pele oleosa têm até aumento da seborreia como mecanismo de compensação ao ressecamento. Mas a desidratação das camadas profundas acontece em qualquer tipo de pele. A rotina de inverno para pele oleosa usa hidratantes mais leves, mas não abre mão da hidratação.
O inverno é realmente o melhor momento para fazer peeling e laser?
Para a maioria dos procedimentos fotossensibilizantes, sim. O UV mais fraco do inverno gaúcho reduz o risco de manchas pós-procedimento e facilita a recuperação. O Dr. Márcio indica o melhor momento para cada tratamento considerando o calendário de exposição solar do paciente, o tipo de procedimento e o protocolo de cuidados pós-tratamento.
Conclusão
O inverno gaúcho é exigente para a pele — mas é também a estação mais estratégica do ano para quem quer tratar ressecamento, flacidez e perda de viço de verdade. O ar seco e o frio comprometem a barreira cutânea e a produção de colágeno, mas ao mesmo tempo criam as condições ideais para os procedimentos mais eficazes da dermatologia.
Com o protocolo correto — bioestimuladores, Skinbooster, MMP com DNA de Salmão e radiofrequência — e com uma rotina de casa adaptada para o inverno, é possível não apenas proteger a pele do frio, mas chegar ao verão com a pele mais firme, mais hidratada e mais luminosa do que no inverno anterior.
Se você está no sul do Brasil e sente que sua pele piora a cada inverno, a Dermaclin é o lugar onde esse ciclo se interrompe. O Dr. Márcio Teixeira atende com avaliação completa pelo Método 4D — e define o protocolo de inverno ideal para a sua pele.


