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Criolipólise para tratamento da gordura localizada – realmente funciona?

Na última semana, o programa Fantástico da Rede Globo, exibiu uma matéria sobre os riscos da Criolipólise. Desde então, tenho recebido diversos questionamentos sobre as indicações e riscos desta técnica. Já fiz algumas revisões sobre o assunto e até agora podemos afirmar os seguintes pontos:

1. Diversos trabalhos comprovam a eficiência da técnica, primeiramente em animais e depois em humanos. A redução média é em torno de 20 a 25% da gordura contida no interior do cabeçote do aparelho.

2. Alguns trabalhos, tanto em animais quanto em humanos, confirmam que não há nenhuma alteração nos níveis das gorduras sanguíneas, nem alterações nas provas de função hepáticas ou renais. A gordura será eliminada pelas vias naturais de eliminação.

3. Os melhores resultados são para gordura localizada na abdome e flancos, sendo que para as pernas o resultado é mais discreto. Duas sessões são mais eficazes, com intervalo de 60 dias; neste intervalo o resultado pode ser potencializado com outros métodos associados, como carboxiterapia, ultrassom ou radiofrequência.

4. A massagem logo após o congelamento aumenta em mais de 50% a eficiência do método e cremes a base de cafeína podem reduzir o conteúdo das células gordurosas em 17%.

5. A criolipólise está indicada para pequenas porções de gordura localizada e não é um método para perda de peso, nem para emagrecimento.

Concluindo, criolipólise é um método eficiente para tratamento de gordura localizada de pequenas proporções, especialmente no abdome e flancos, com raras contra-indicações, segura e com poucos efeitos colaterias, devendo ser realizado sob supervisão médica, com equipamento e mantas registrados na ANVISA.