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O verão passou e as manchas de pele ficaram???

Nesta época do ano é bastante frequente, nos consultórios de dermatologia, a busca por tratamento para as manchas de pele. O primeiro aspecto a analisar é o diagnóstico correto, existindo diversos tipos de manchas. As principais são as ceratoses, as manchas solares e o melasma.

As ceratoses são manchas ásperas, de milímetros a centímetros de tamanho, com evolução de muitos meses e com diferente coloração, variando da cor da pele adjacente até castanho escuro ou negro. São removidas facilmente através da eletrocauterização ou curetagem, com ótimo resultado estético final.

O ator Morgan Freeman apresenta diversas ceratoses seborreicas, lesões benignas que são facilmente removidas com ótimo resultado estético

Já as manchas solares são planas, sem relevo, em áreas de exposição solar, especialmente face, colo, mãos e braços. Em raras situações podem ser precursoras de câncer de pele. Serão removidas através de cauterização química somente na lesão ou na região (através de peeling químico). Também são tratadas através da Luz Pulsada, Laser de CO2 fracionado e Laser Q Switched. A mudança de hábito em relação a exposição solar e o uso diária de protetor solar é fundamental na prevenção do retorno das manchas.

Manchas solares nas mãos respondem bem ao tratamento com Luz Pulsada ou Laser QSwitched.

O melasma apresenta o maior desafio em relação ao tratamento. É caracterizado pela presença de manchas de diferentes colorações e tamanhos, localizadas na face e também no pescoço, colo e braços. Pode ter início recente ou já estar presente há muitos anos. Na maioria dos casos existe uma história prévia de muita exposição solar e/ou gestação e/ou uso de anticoncepcionais, mas também existem casos familiares sem nenhuma destas associações. O tratamento consiste em cremes clareadores de uso tópico, peelings químicos e abrasivos (por exemplo peeling de cristal), microagulhamento e Laser Q Switched (Spectra*), associados a anti-oxidantes via oral e protetor solar de amplo espectro. É importante ter em mente que melasma é uma doença crônica e que necessita tratamento contínuo, não apresentando cura com nenhum dos tratamentos conhecidos, apenas controle.

O melasma continua sendo um grande desafio terapêutico, mas novos peelings e lasers tem trazido resultados animadores.